domingo, 18 de dezembro de 2011
Só a ti amarei
Quero amar-te para sempre,
docemente embalando o teu coração
na minha alma... e no peito
transportando esta doce paixão.
Quero amar-te eternamente
ter-te ao meu lado e permanecer fiel
agradecer o amor em cada beijo
que de ti recebo com sabor a mel.
Amor, doce enlevo do meu peito
que a minha alma sente só por ti
só a ti amarei perdidamente
só me encontro quando estás aqui.
Miguel Afonso
docemente embalando o teu coração
na minha alma... e no peito
transportando esta doce paixão.
Quero amar-te eternamente
ter-te ao meu lado e permanecer fiel
agradecer o amor em cada beijo
que de ti recebo com sabor a mel.
Amor, doce enlevo do meu peito
que a minha alma sente só por ti
só a ti amarei perdidamente
só me encontro quando estás aqui.
Miguel Afonso
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Feitiço
A minha vida era simples
até tu apareceres e baralhares todo o seu sentido;
a magia do amor era um feitiço
que eu ansiava descobrir no teu olhar.
O medo de te perder depois
encheu a minha alma
o meu coração rasgou-se em dois
partiu-se e sufocou em si a dor
de amar e não te ter junto a mim.
A minha vida era simples
era simples, sim
até tu baralhares todo o sentido do meu peito
e me prenderes num feitiço
que eu ansiara e nunca descobri.
Miguel Afonso
até tu apareceres e baralhares todo o seu sentido;
a magia do amor era um feitiço
que eu ansiava descobrir no teu olhar.
O medo de te perder depois
encheu a minha alma
o meu coração rasgou-se em dois
partiu-se e sufocou em si a dor
de amar e não te ter junto a mim.
A minha vida era simples
era simples, sim
até tu baralhares todo o sentido do meu peito
e me prenderes num feitiço
que eu ansiara e nunca descobri.
Miguel Afonso
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Na rua do faz-de-conta
Na rua do faz-de-conta
quem é que conta o que diz?
Essa rua só apronta
de uma ponta a outra ponta
com um sorriso de giz!
Miguel Afonso
quem é que conta o que diz?
Essa rua só apronta
de uma ponta a outra ponta
com um sorriso de giz!
Miguel Afonso
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A mais bela estrela
Era um dia de chuva, caindo
em grossas gotas na janela
e eu ansiando o sol
lembrando doces dias, um farol
que me apontava a mais linda estrela.
Chovia, nessa tarde cinzenta
e o meu coração, triste, lembrava
os doces dias em que te amei
as doces noites em que te abracei
quando a mais bela estrela em nós brilhava.
Miguel Afonso
em grossas gotas na janela
e eu ansiando o sol
lembrando doces dias, um farol
que me apontava a mais linda estrela.
Chovia, nessa tarde cinzenta
e o meu coração, triste, lembrava
os doces dias em que te amei
as doces noites em que te abracei
quando a mais bela estrela em nós brilhava.
Miguel Afonso
sábado, 19 de novembro de 2011
Por um ideal de amor
Por um ideal de amor eu seguiria
até me esquecer de onde estava
até sentir o amargo da palavra
no coração que sofre esta agonia.
Por um ideal de amor entregaria
a vida à vida toda que te dava
seria astro e rei que governava
os sonhos em que dormes cada dia.
Seria mais que o sol, mais que o mar
seria mais que o medo ou o temor
de deixar de ser quem me conheço.
Seria a palavra, o verbo amar
o abraço, o beijo, o doce amor
em vez da cruel dor em que enlouqueço...
Miguel Afonso
até me esquecer de onde estava
até sentir o amargo da palavra
no coração que sofre esta agonia.
Por um ideal de amor entregaria
a vida à vida toda que te dava
seria astro e rei que governava
os sonhos em que dormes cada dia.
Seria mais que o sol, mais que o mar
seria mais que o medo ou o temor
de deixar de ser quem me conheço.
Seria a palavra, o verbo amar
o abraço, o beijo, o doce amor
em vez da cruel dor em que enlouqueço...
Miguel Afonso
Um dia hei-de
Um dia hei-de ser o teu amor
hei-de ser aquele que mais queres
hei-de ser o sono tranquilizador
que te abraça sem tu perceberes.
Um dia hei-de ser força e maré
no mar em que navegas sem navio
hei-de ser o fio de ouro no teu pé
hei-de ser o abraço quando sentires frio.
Um dia hei-de ser o que não sou
hei-de ser tudo aquilo que não sei
por ti serei o sonho, o mar, o rei
de um reino que é o amor que eu te dou.
Miguel Afonso
hei-de ser aquele que mais queres
hei-de ser o sono tranquilizador
que te abraça sem tu perceberes.
Um dia hei-de ser força e maré
no mar em que navegas sem navio
hei-de ser o fio de ouro no teu pé
hei-de ser o abraço quando sentires frio.
Um dia hei-de ser o que não sou
hei-de ser tudo aquilo que não sei
por ti serei o sonho, o mar, o rei
de um reino que é o amor que eu te dou.
Miguel Afonso
Travesseiro
Através de um sonho que fingi ser eterno
roubei marés de fados e deixei que o amor me subjugasse
até me moldar à tua imagem
até eu me esquecer da minha vida
e ser apenas sonho no teu travesseiro.
Miguel Afonso
roubei marés de fados e deixei que o amor me subjugasse
até me moldar à tua imagem
até eu me esquecer da minha vida
e ser apenas sonho no teu travesseiro.
Miguel Afonso
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Longe
De tal forma te encontras longe de mim
que o mundo desabou e eu nem percebi:
só tenho o pensamento no teu nome
tenho a ânsia de em ti matar a fome
e a vida toda pra sofrer por ti.
Miguel Afonso
que o mundo desabou e eu nem percebi:
só tenho o pensamento no teu nome
tenho a ânsia de em ti matar a fome
e a vida toda pra sofrer por ti.
Miguel Afonso
domingo, 30 de outubro de 2011
Palavras que adormecem e acordam
Hoje quero apenas lembrar o teu sorriso
recordar a tua voz
tudo o resto já não interessa, nada importa mais.
A vida segue sempre pelo caminho mais curto
entre a desilusão e a dor de amar um sonho ruim...
mas hoje eu quero adormecer todos os sentimentos que me causam dor,
que dilaceram o meu coração.
Quero apenas lembrar as coisas boas que me deste.
Faz de conta que é um sonho,
em que adormecemos as palavras
que não queremos conhecer.
Dor, traição, desilusão:
palavras que neste momento adormeci,
palavras adormecidas pelo espaço de tempo
em que demorarmos a voltar a encontrar-nos
e quiçá já não acordem mais...
Dessas palavras nada mais resta em mim,
já não recordo a dor que me causaram.
E quero acordar outras
acordar palavras que recordem
todas as coisas boas que recebi de ti:
companhia, beijo, amor...
Miguel Afonso
recordar a tua voz
tudo o resto já não interessa, nada importa mais.
A vida segue sempre pelo caminho mais curto
entre a desilusão e a dor de amar um sonho ruim...
mas hoje eu quero adormecer todos os sentimentos que me causam dor,
que dilaceram o meu coração.
Quero apenas lembrar as coisas boas que me deste.
Faz de conta que é um sonho,
em que adormecemos as palavras
que não queremos conhecer.
Dor, traição, desilusão:
palavras que neste momento adormeci,
palavras adormecidas pelo espaço de tempo
em que demorarmos a voltar a encontrar-nos
e quiçá já não acordem mais...
Dessas palavras nada mais resta em mim,
já não recordo a dor que me causaram.
E quero acordar outras
acordar palavras que recordem
todas as coisas boas que recebi de ti:
companhia, beijo, amor...
Miguel Afonso
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Miséria
Miseravelmente me encaminhei para a tua rua,
e a miséria era tanta que nem queria ver-te nua
era apenas meu desejo olhar a tua janela
e nem mesmo sei se tu lá estavas dentro dela...
Miguel Afonso
e a miséria era tanta que nem queria ver-te nua
era apenas meu desejo olhar a tua janela
e nem mesmo sei se tu lá estavas dentro dela...
Miguel Afonso
sábado, 24 de setembro de 2011
Desânimo
Na noite te espero
na noite escrevo
este desânimo que me inunda o peito
e sofro a desventura
de te procurar na noite escura
e apenas encontrar um amor desfeito.
Miguel Afonso
domingo, 11 de setembro de 2011
Aurora de ansiedade
A madrugada
anunciava
a aurora tardia
em que chegaria
o dia de te ver
e o meu coração
apenas não batia,
saltitava no medo
de te esquecer...
Miguel Afonso
anunciava
a aurora tardia
em que chegaria
o dia de te ver
e o meu coração
apenas não batia,
saltitava no medo
de te esquecer...
Miguel Afonso
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Nessa noite afoguei mágoas
Nessa noite afoguei mágoas
vi dentro de ti quem tu não eras
e de novo entrei nas mansas águas
em que navego e sigo vãs quimeras.
Miguel Afonso
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Noite e sonho
Eras primavera e eu esperava tudo
mas as flores não floriram;
o jardim morreu no pranto e a noite
é o sonho feito mar.
Miguel Afonso
mas as flores não floriram;
o jardim morreu no pranto e a noite
é o sonho feito mar.
Miguel Afonso
sábado, 16 de julho de 2011
Esperança sombria
Em toda a esperança fugidia
que iluminava o meu pobre coração
nenhuma espera era mais sombria
do que esperar de ti doce afeição.
Nenhum segredo impunha nostalgias
nenhuma sombra me era mal amada
só o meu peito guardava as feridas
recebidas em certa madrugada.
E eu fingia, fingia que sabia
o medo que envolvia o teu olhar
e era uma esperança fugidia
a que vinha para me atormentar.
Atormentado fui, e as marés
de sonhos e magias que enfrentei
depositaram-me na areia, aos teus pés
e aos teus pés pra sempre me quedei.
MIGUEL AFONSO
que iluminava o meu pobre coração
nenhuma espera era mais sombria
do que esperar de ti doce afeição.
Nenhum segredo impunha nostalgias
nenhuma sombra me era mal amada
só o meu peito guardava as feridas
recebidas em certa madrugada.
E eu fingia, fingia que sabia
o medo que envolvia o teu olhar
e era uma esperança fugidia
a que vinha para me atormentar.
Atormentado fui, e as marés
de sonhos e magias que enfrentei
depositaram-me na areia, aos teus pés
e aos teus pés pra sempre me quedei.
MIGUEL AFONSO
terça-feira, 21 de junho de 2011
Cada ausência tua
Cada ausência tua dói no meu corpo
como se me arrancasses a vida de cada vez que vais embora
como se, ao me deixares aqui tão só
torturasses o meu ser a ferro e fogo.
Amor, vem que eu te quero
vem que eu te espero
vem que por ti morro e sem ti me desespero...
Miguel Afonso
como se me arrancasses a vida de cada vez que vais embora
como se, ao me deixares aqui tão só
torturasses o meu ser a ferro e fogo.
Amor, vem que eu te quero
vem que eu te espero
vem que por ti morro e sem ti me desespero...
Miguel Afonso
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ficção
A cada conversa aumentava a fome
de sorver em cada palavra a tua vida
tudo em mim respirava o teu nome
tortura maior e mais apetecida.
Ouvia calado a tua voz serena
falar não conseguia, apenas te ouvir,
para relembrar depois essa conversa amena
entre nós os dois, antes de ir dormir.
A tua voz era pra mim refúgio
abrigo casto que me acolhia
na serenidade do teu belo rosto
quando me olhava e sempre me sorria.
Recordo esses dias, as tuas palavras
ficaram gurdadas no meu coração.
Ainda me lembro do que me falavas
ainda recordo tudo com paixão.
Paixão era tudo, tudo o que eu sentia
e assim vivi até me aperceber
que vivendo assim cada vez mais morria
dentro do meu peito a fome de viver.
Vivi só para ti, olhando a TV
como quem espera o amor ansiado
na telenovela que qualquer um vê
na doce heroína que alguém há criado...
Miguel Afonso
de sorver em cada palavra a tua vida
tudo em mim respirava o teu nome
tortura maior e mais apetecida.
Ouvia calado a tua voz serena
falar não conseguia, apenas te ouvir,
para relembrar depois essa conversa amena
entre nós os dois, antes de ir dormir.
A tua voz era pra mim refúgio
abrigo casto que me acolhia
na serenidade do teu belo rosto
quando me olhava e sempre me sorria.
Recordo esses dias, as tuas palavras
ficaram gurdadas no meu coração.
Ainda me lembro do que me falavas
ainda recordo tudo com paixão.
Paixão era tudo, tudo o que eu sentia
e assim vivi até me aperceber
que vivendo assim cada vez mais morria
dentro do meu peito a fome de viver.
Vivi só para ti, olhando a TV
como quem espera o amor ansiado
na telenovela que qualquer um vê
na doce heroína que alguém há criado...
Miguel Afonso
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Amores que a vida tem
Amores que a vida tem
tormentos que a vida dá:
amando se espera o bem
de quem só mal nos trará!
Miguel Afonso
tormentos que a vida dá:
amando se espera o bem
de quem só mal nos trará!
Miguel Afonso
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Suspiro
Suspiro na noite
arrastando sentidos na calada
espera insatisfeita de um acaso
e nenhuma estrada.
Tardiamente acordei
para a sensatez de amar e ver
todos os defeitos que o amor
tem de ter.
Espera angustiada
na noite um suspiro se estende
e atravessa céus e oceanos
onde se rende.
Rende-se à dor
ao desejo de amar e não saber
se os teus defeitos são as qualidades
que pretende.
Miguel Afonso
arrastando sentidos na calada
espera insatisfeita de um acaso
e nenhuma estrada.
Tardiamente acordei
para a sensatez de amar e ver
todos os defeitos que o amor
tem de ter.
Espera angustiada
na noite um suspiro se estende
e atravessa céus e oceanos
onde se rende.
Rende-se à dor
ao desejo de amar e não saber
se os teus defeitos são as qualidades
que pretende.
Miguel Afonso
sábado, 16 de abril de 2011
Recordação e saudade
Recordação, ó saudade
de quem ainda não vi;
meu coração tem vontade
de estar perto de ti.
Miguel Afonso
de quem ainda não vi;
meu coração tem vontade
de estar perto de ti.
Miguel Afonso
Escuridão
A noite é um compasso que marca o meu destino
pobre e abandonado
longe dos teus braços
perdido na escuridão sem fim.
E tu nada pareces perceber
vives alegre e cantas
como se não visses o quanto sofro
como se fosses feliz longe de mim.
Miguel Afonso
terça-feira, 12 de abril de 2011
Fingimento
Incendeias-me a alma com as tuas brejeirices
quando te aproximas e me tentas conquistar...
mas eu sofro calado e rio das tuas tontices
fingindo que não sinto a minha alma a escaldar.
Divertes-te brincando com as minhas emoções
com os meus sentimentos de amigo enamorado...
e eu tento esquecer as calorosas sensações
que sinto só por ver-te divertida a meu lado.
Brincas comigo e finges sempre não saber
os sentimentos que por ti meu peito guarda...
e eu sofro calado, sem coragem pra dizer
que te amo e por ti sofro esta paixão amargurada.
E continuo a permitir que te rias e prossigas
neste modo divertido de brincar...
sabendo que depois contarás às tuas amigas
como é tão divertido rir de mim pra não chorar.
Miguel Afonso
quando te aproximas e me tentas conquistar...
mas eu sofro calado e rio das tuas tontices
fingindo que não sinto a minha alma a escaldar.
Divertes-te brincando com as minhas emoções
com os meus sentimentos de amigo enamorado...
e eu tento esquecer as calorosas sensações
que sinto só por ver-te divertida a meu lado.
Brincas comigo e finges sempre não saber
os sentimentos que por ti meu peito guarda...
e eu sofro calado, sem coragem pra dizer
que te amo e por ti sofro esta paixão amargurada.
E continuo a permitir que te rias e prossigas
neste modo divertido de brincar...
sabendo que depois contarás às tuas amigas
como é tão divertido rir de mim pra não chorar.
Miguel Afonso
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Pausa no coração
Pausa no coração,
silêncio no amor
alma enamorada que espera e não desespera
porque amar é o seu dom.
Miguel Afonso
silêncio no amor
alma enamorada que espera e não desespera
porque amar é o seu dom.
Miguel Afonso
Cristais
Na vida em silêncio
que em silêncio vem
trazer melodias
lembranças de alguém
há cristais tão leves
sempre ao derredor
da alma cansada
de esperar o amor.
Cristais que anunciam
desejos calados
jamais consentidos
jamais encontrados,
e adornam o olhar
da alma cansada
na espera ansiosa
de tudo e de nada.
Miguel Afonso
que em silêncio vem
trazer melodias
lembranças de alguém
há cristais tão leves
sempre ao derredor
da alma cansada
de esperar o amor.
Cristais que anunciam
desejos calados
jamais consentidos
jamais encontrados,
e adornam o olhar
da alma cansada
na espera ansiosa
de tudo e de nada.
Miguel Afonso
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Partiste
É na noite que mais te procuro.
É a ela que pergunto por ti
neste leito onde me torturo,
nesta cama onde morri.
Já não estás aqui. E eu
sinto-me tão só e abandonado
que todo o meu ser arrefeceu
e o meu coração está gelado.
Partiste. O que era nós findou.
Findaram nossas noites, nossos dias.
E na noite procuro quem eu sou,
quem se foi nessa noite em que partias.
Mas a noite finge não saber,
nada saber de ti... e não responde.
Apenas agasalha o meu sofrer
e nas suas asas te esconde.
Miguel Afonso
É a ela que pergunto por ti
neste leito onde me torturo,
nesta cama onde morri.
Já não estás aqui. E eu
sinto-me tão só e abandonado
que todo o meu ser arrefeceu
e o meu coração está gelado.
Partiste. O que era nós findou.
Findaram nossas noites, nossos dias.
E na noite procuro quem eu sou,
quem se foi nessa noite em que partias.
Mas a noite finge não saber,
nada saber de ti... e não responde.
Apenas agasalha o meu sofrer
e nas suas asas te esconde.
Miguel Afonso
quarta-feira, 30 de março de 2011
Não sei dar o nome às coisas
Não sei dar o nome às coisas.
Homem do mar
apenas sei as estrelas e as marés
os ventos e as vagas da saudade.
MIGUEL AFONSO
Homem do mar
apenas sei as estrelas e as marés
os ventos e as vagas da saudade.
MIGUEL AFONSO
sexta-feira, 25 de março de 2011
Esta noite vou sussurrar ao teu ouvido
Esta noite vou sussurrar ao teu ouvido
as memórias de tempos que passaram,
a ver se relembramos quem já fomos
e esquecemos dores que ficaram...
MIGUEL AFONSO
as memórias de tempos que passaram,
a ver se relembramos quem já fomos
e esquecemos dores que ficaram...
MIGUEL AFONSO
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sentidos diversos
Segui meus sentidos e feri mentiras
desdobrei marés e persegui meus fados
e em todos os rios lavei as feridas
de mágoas caladas e sonhos cansados.
Feiticeira e maga, eras minha musa
eras sonho e dor e vaga de medos
que me assolavam as noites confusas
de sonhos cansados e negros segredos.
Sentidos diversos, doce ventania
que os sonhos nos trazem para enganar
vagas de suspiros e esta nostalgia
que mentem feridas que não vão sarar.
E eu continuo seguindo sentidos
dispersos nas noites que sonhei em vão
com doces segredos jamais desmentidos
e musas que dormem no meu coração.
MIGUEL AFONSO
desdobrei marés e persegui meus fados
e em todos os rios lavei as feridas
de mágoas caladas e sonhos cansados.
Feiticeira e maga, eras minha musa
eras sonho e dor e vaga de medos
que me assolavam as noites confusas
de sonhos cansados e negros segredos.
Sentidos diversos, doce ventania
que os sonhos nos trazem para enganar
vagas de suspiros e esta nostalgia
que mentem feridas que não vão sarar.
E eu continuo seguindo sentidos
dispersos nas noites que sonhei em vão
com doces segredos jamais desmentidos
e musas que dormem no meu coração.
MIGUEL AFONSO
Café da manhã
Não julgues o destino mágoa errante,
o café da manhã já arrefece
e o trabalho espera, como a amante
que se deseja e que depois se esquece.
Sai, sai para a vida e vê depois
se o que desejaste já tiveste;
se não o conseguiste, limpa os faróis
e segue então o rumo que quiseste.
Aquele que quiseste, não o outro
que alguém te destinou e assim te obriga
a perseguir os sonhos de um louco
que és tu seguindo os passos da formiga.
Por caminhos, más estradas, sonhos vãos
matérias cruciformes que persegues
estendendo na rua as tuas mãos
e nem que as estendes te apercebes.
Sai, sai para a vida, e vê melhor
se o que desejavas já é teu;
o café da manhã tem mais sabor
quando ainda não arrefeceu.
MIGUEL AFONSO
o café da manhã já arrefece
e o trabalho espera, como a amante
que se deseja e que depois se esquece.
Sai, sai para a vida e vê depois
se o que desejaste já tiveste;
se não o conseguiste, limpa os faróis
e segue então o rumo que quiseste.
Aquele que quiseste, não o outro
que alguém te destinou e assim te obriga
a perseguir os sonhos de um louco
que és tu seguindo os passos da formiga.
Por caminhos, más estradas, sonhos vãos
matérias cruciformes que persegues
estendendo na rua as tuas mãos
e nem que as estendes te apercebes.
Sai, sai para a vida, e vê melhor
se o que desejavas já é teu;
o café da manhã tem mais sabor
quando ainda não arrefeceu.
MIGUEL AFONSO
segunda-feira, 14 de março de 2011
Dorme a noite nos meus braços
Silêncio! Dorme a noite nos meus braços
adormeceu o amor dentro de mim;
esquecem-se temores e cansaços,
nascem sonhos entre lençóis de cetim...
Miguel Afonso
adormeceu o amor dentro de mim;
esquecem-se temores e cansaços,
nascem sonhos entre lençóis de cetim...
Miguel Afonso
Por um abraço
Por um abraço
nem sei que faço
por ti,
quebra-se um laço
se foge o braço
daqui.
E quero ver
o amor fazer
magia
de acontecer
o renascer
de um dia.
Dia em que vi
e percebi
o amor
junto de ti
e me rendi
a essa dor...
MIGUEL AFONSO
nem sei que faço
por ti,
quebra-se um laço
se foge o braço
daqui.
E quero ver
o amor fazer
magia
de acontecer
o renascer
de um dia.
Dia em que vi
e percebi
o amor
junto de ti
e me rendi
a essa dor...
MIGUEL AFONSO
domingo, 13 de março de 2011
Cai-me à água um pensamento
Cai-me à água um pensamento
numa barca o recolheram
levaram-no pelo vento
nunca mais mo devolveram.
Fiquei órfão de sentidos
abandonado no tempo
numa barca de suspiros
que são ais de desalento...
MIGUEL AFONSO
numa barca o recolheram
levaram-no pelo vento
nunca mais mo devolveram.
Fiquei órfão de sentidos
abandonado no tempo
numa barca de suspiros
que são ais de desalento...
MIGUEL AFONSO
Contemplação
Afago um sorriso no teu rosto
frágil lamparina que se apaga
como vai morrendo no sol-posto
a imensidão da luz.
E por sorriso entendo um doce olhar
que rejuvenesce o amor e o dilui
em cânforas de mel e de âmbar,
onde eu o pus.
E a luz que me sorria nos teus olhos
vai adormecendo em mim, neste silêncio
em que me fico e contemplo mar e escolhos
que por ti transpus...
MIGUEL AFONSO
frágil lamparina que se apaga
como vai morrendo no sol-posto
a imensidão da luz.
E por sorriso entendo um doce olhar
que rejuvenesce o amor e o dilui
em cânforas de mel e de âmbar,
onde eu o pus.
E a luz que me sorria nos teus olhos
vai adormecendo em mim, neste silêncio
em que me fico e contemplo mar e escolhos
que por ti transpus...
MIGUEL AFONSO
segunda-feira, 7 de março de 2011
Ciúme
O vento trouxe-me o som da tua voz
contou-me os segredos que guardavas
depois passou e foi, correu veloz
e com ele levou tuas palavras.
Fiquei sozinho na praia, remoendo
marés de pensamentos e ciúme...
Passa, tempo, passa, que estou vendo
que amar é faca de afiado gume...
E eu amo... sentindo o agudo gume da traição
cravado lentamente no meu peito...
que me mata, dilacera o coração
e distorce um amor que pensei perfeito.
A culpa é do vento, que me disse
palavras que trazia e que disseste.
Segredos que guardavas... ah, tolice
eu bem sei que nunca nada me escondeste...
Mas este ciúme, esta ansiedade
este mal-estar no pensamento...
Amor, diz-me que não é verdade...
que palavras nada são, leva-as o vento...
Miguel Afonso
contou-me os segredos que guardavas
depois passou e foi, correu veloz
e com ele levou tuas palavras.
Fiquei sozinho na praia, remoendo
marés de pensamentos e ciúme...
Passa, tempo, passa, que estou vendo
que amar é faca de afiado gume...
E eu amo... sentindo o agudo gume da traição
cravado lentamente no meu peito...
que me mata, dilacera o coração
e distorce um amor que pensei perfeito.
A culpa é do vento, que me disse
palavras que trazia e que disseste.
Segredos que guardavas... ah, tolice
eu bem sei que nunca nada me escondeste...
Mas este ciúme, esta ansiedade
este mal-estar no pensamento...
Amor, diz-me que não é verdade...
que palavras nada são, leva-as o vento...
Miguel Afonso
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Lágrimas
Um dia acordei príncipe e chorei,
senti as lágrimas cairem e sorri
porque toda a nostalgia que eu sentia
dissipou-se nessas lágrimas que verti.
Verti por um amor, uma quimera
que me encantava e atraía
para um reinado de sonho e de dores
num trono de rebelde fantasia.
Acordei príncipe, chorei mágoas
senti alívio e sonhei amores
princesas encantadas no meu reino
de marés de beijos e ondas de temores.
Acordei príncipe e chorei reinados
de flores e sombras num imenso mar
em que te persigo e navego só,
marinheiro louco por tanto te amar.
MIGUEL AFONSO
senti as lágrimas cairem e sorri
porque toda a nostalgia que eu sentia
dissipou-se nessas lágrimas que verti.
Verti por um amor, uma quimera
que me encantava e atraía
para um reinado de sonho e de dores
num trono de rebelde fantasia.
Acordei príncipe, chorei mágoas
senti alívio e sonhei amores
princesas encantadas no meu reino
de marés de beijos e ondas de temores.
Acordei príncipe e chorei reinados
de flores e sombras num imenso mar
em que te persigo e navego só,
marinheiro louco por tanto te amar.
MIGUEL AFONSO
Tenho o mundo para te dar
Tenho o mundo para te dar
tenho a lua para te oferecer
e o universo para me esconder
se os não quiseres aceitar...
MIGUEL AFONSO
tenho a lua para te oferecer
e o universo para me esconder
se os não quiseres aceitar...
MIGUEL AFONSO
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O teu silêncio
Nas sombras da noite escuto o teu silêncio
enquanto recordo que te amei
e vou adormecendo lentamente
sabendo que sem ti acordarei.
Amor, amada minha, para onde
te levou a noite, que cala os teus silêncios
que estende as suas garras sobre mim
e na escuridão te esconde?
Pergunto à madrugada o teu caminho
por onde foste, para onde caminhaste
depois de me deixares só e amargurado
nas sombras desta noite em que adivinho
o teu silêncio dormindo ao pé de mim.
Mas a madrugada não responde
e a noite persegue este caminho
por onde sigo amargo e tão sozinho
procurando o silêncio que te esconde.
MIGUEL AFONSO
enquanto recordo que te amei
e vou adormecendo lentamente
sabendo que sem ti acordarei.
Amor, amada minha, para onde
te levou a noite, que cala os teus silêncios
que estende as suas garras sobre mim
e na escuridão te esconde?
Pergunto à madrugada o teu caminho
por onde foste, para onde caminhaste
depois de me deixares só e amargurado
nas sombras desta noite em que adivinho
o teu silêncio dormindo ao pé de mim.
Mas a madrugada não responde
e a noite persegue este caminho
por onde sigo amargo e tão sozinho
procurando o silêncio que te esconde.
MIGUEL AFONSO
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Embriaguez
Canto um fado sussurrado ao teu ouvido
mas tu finges que não ouves e não vês
o desespero nesse fado, mal contido
na minha indisfarçada embriaguez
pelo teu corpo, os teus olhos, teu amor...
MIGUEL AFONSO
mas tu finges que não ouves e não vês
o desespero nesse fado, mal contido
na minha indisfarçada embriaguez
pelo teu corpo, os teus olhos, teu amor...
MIGUEL AFONSO
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A sereiazinha enamorada
A sereiazinha estremeceu:
que mar era aquele?
Que ondas tão gigantes a levavam
para longe dele?
Estremecia e receava
aquele mar selvagem
que para longe levava
a sua imagem.
Tremia e olhava o mar
mergulhava nas marés
com vontade de chorar
como nunca o fez.
Que mar era aquele
que o seu peito alagava
e através da sua pele
a atormentava?
Lágrimas e mágoas
enchiam o seu peito
num mar de estranhas águas
onde tinha o seu leito.
E só pensava nele
num príncipe encantado
que doce rosto aquele,
que olhar abençoado.!
Ela viu-o e chorou
de amor e de paixão
e depois mergulhou
como num turbilhão.
E o mar enfurecido
para longe a levava
do rosto tão querido
pelo qual chorava...
MIGUEL AFONSO
que mar era aquele?
Que ondas tão gigantes a levavam
para longe dele?
Estremecia e receava
aquele mar selvagem
que para longe levava
a sua imagem.
Tremia e olhava o mar
mergulhava nas marés
com vontade de chorar
como nunca o fez.
Que mar era aquele
que o seu peito alagava
e através da sua pele
a atormentava?
Lágrimas e mágoas
enchiam o seu peito
num mar de estranhas águas
onde tinha o seu leito.
E só pensava nele
num príncipe encantado
que doce rosto aquele,
que olhar abençoado.!
Ela viu-o e chorou
de amor e de paixão
e depois mergulhou
como num turbilhão.
E o mar enfurecido
para longe a levava
do rosto tão querido
pelo qual chorava...
MIGUEL AFONSO
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Num bar
Bebi um copo,
olhei ao redor do bar
à procura de um agradável corpo
a que me pudesse abraçar.
E vi-te… e perdi-te numa dança,
de copo na mão e olhar distante;
olhos de menina, alma de criança
num corpo de mulher, amada, amante…
Não voltei ao bar. Beber um copo
da bebida que eu bebia nessa hora
recorda-me o teu fado e o teu corpo
e o fogo do ciúme me devora…
Miguel Afonso
olhei ao redor do bar
à procura de um agradável corpo
a que me pudesse abraçar.
E vi-te… e perdi-te numa dança,
de copo na mão e olhar distante;
olhos de menina, alma de criança
num corpo de mulher, amada, amante…
Não voltei ao bar. Beber um copo
da bebida que eu bebia nessa hora
recorda-me o teu fado e o teu corpo
e o fogo do ciúme me devora…
Miguel Afonso
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Lembranças de amigas


As amigas Felipa e Isabela ofereceram-me estes lindos selinhos, que agradeço desde já. Este tipo de selos circula pela internet, reconhecendo a qualidade dos blogues a quem são oferecidos.
As regras de aceitação implicam oferecê-los, por minha vez, a 10 pessoas (blogues).
Para não oferecer às mesmas pessoas, pois temos amigos comuns e seria inevitável a repetição, não menciono nomes mas ofereço a quem os quiser levar, podem levar à vontade.
Obrigado às queridas Felipa e Isabela.
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