Um simples cadernito
Versos simples, criados em marés de nostalgias e temporais de sentimentos...
domingo, 25 de abril de 2010
Liberdade
Num tempo em que estava o tempo
parado na eternidade
houve um cravo em movimento
que se tornou Liberdade.
E nasceram sonhos breves
e nasceram sonhos lindos
que se tornaram tão leves
como os tempos jamais vindos.
Miguel Afonso
terça-feira, 13 de abril de 2010
Papoila
Papoila, flor encarnada
Como a chaga do destino
Na alma dilacerada
Por um castigo divino.
Quisera ser essa flor
Num campo de beijos teus
Onde prodígios de amor
Pousassem nos lábios meus...
MIGUEL AFONSO
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Meu coração negro, negro
Meu coração negro, negro
Como a minha velha capa
Chora por ti em segredo
Sobre as águas do Mondego
Sob este luar de prata.
Choro cantigas à lua
Choro as mágoas de te amar
Choro o tempo, choro a rua
Choro essa afeição tão pura
Que não quiseste aceitar.
Serenatas ao luar
Quem as não fez nesta vida
Quem não soube já cantar
As mágoas do seu penar
As dores da despedida?
E a minha capa traçada
Lonjura dos olhos teus
Lembra aquela madrugada
Onde encontrei na calçada
A rua do nosso adeus...
MIGUEL AFONSO
Oceanos
Procuro libertar este sentido
Nas marés de um certo mar.
Desconheço-me… quem sou ou tenho sido
Neste sonho a naufragar.
Mas não invento fados ou castigo
Que me guiariam devagar
Pelas gigantescas ondas de um bramido
Do meu peito… onde a fome é navegar…
Navegar sem ter barco ou navio
Pelos mares e oceanos de um lugar
Aonde ninguém vai ou terá ido
E onde a minha alma quer chegar…
MIGUEL AFONSO
domingo, 4 de abril de 2010
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